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Julho

João Batista Lemos: A unidade é a chave da vitória

Escrito por 
Publicado em Estado

O retrocesso segue sua marcha implacável no Brasil. Após 13 anos de um ciclo progressista de desenvolvimento, inclusão social e distribuição de renda, as forças conservadoras se unificaram em um grande consórcio antinacional e antipopular que buscou implementar o neocolonialismo no Brasil.

 

 

A partir do golpe de 2016, diversos setores das classes dominantes de nosso país se beneficiaram com a aplicação de uma agenda neoliberal (rejeitada nas urnas por quatro eleições consecutivas) que incluiu uma Reforma Trabalhista altamente prejudicial à classe trabalhadora, privatizações, e o congelamento - por 20 anos - de investimentos em áreas muito importantes como a saúde e a educação. Além de enfraquecer a soberania nacional e a relação integracionista do Brasil com países da América Latina que atuam em uma contraofensiva anti-imperialista. O fantasma antidemocrático volta a assombrar nosso país, não só com a ascensão do pré-candidato fascista, Jair Bolsonaro; mas, também, pelo fato do maior líder popular de nossa história recente ser um preso político condenado sem provas numa ação orquestrada para impedi-lo de voltar ao Palácio do Planalto nos braços do povo, que demonstra a confiança em Lula mantendo-o no topo de todas as pesquisas, em todos os cenários eleitorais. Outro sintoma do Estado de Exceção que estamos vivendo foi a ação antidemocrática dos fiscais do TRE no ato Lula Livre que recolheram - arbitrariamente -  bandeiras e materiais, impedindo manifestações legítimas e democráticas.

 

Entretanto, pode-se dizer que é o setor financeiro o principal beneficiado da agenda neoliberal e antidemocrática em curso no país. A cada trimestre os rentistas, banqueiros e parasitas da Dívida Pública batem recordes de lucros. No último trimestre, apenas o Bradesco alcançou um lucro de cerca de R$5.2 bilhões. Somente as famílias proprietárias dos cinco maiores bancos do Brasil (Setúbal, Villela e Moreira Salles, Itaú/Unibanco; Aguiar, do Bradesco; Botin, do Santander e Safra, Banco Safra) tiveram lucros trimestrais que ultrapassaram o orçamento anual do Bolsa Família (cerca de R$30 bilhões).

 

Enquanto isso, aqui no Rio de Janeiro - por exemplo – a população vive uma realidade bem diferente. Neste ano atingimos um índice de desemprego de 15%, as dificuldades e problemas na saúde e na educação são enormes, a economia do estado segue sufocada, e a violência se torna um problema cada vez pior.

 

A Intervenção Federal na segurança pública – mais uma manobra política de Temer e Pezão – vem agravando a violência no estado. De fevereiro a junho deste ano, os episódios de tiroteios na região metropolitana chegaram a 4.005, 37% a mais do que os cinco meses anteriores. Os homicídios decorrentes de ações policiais atingiram 507 vítimas (28% a mais que o registrado no mesmo período em 2017). O número de mortos na Baixada Fluminense aumentou 55% em cidades como Belford Roxo, e 67% em Duque de Caxias.

 

O avanço da agenda neoliberal e dos interesses das classes dominantes ameaça os trabalhadores e todo o campo progressista em nosso estado e em nosso país. Não há alternativa fora da unidade. É imprescindível consolidar a unidade da esquerda e das demais forças democráticas, populares e patrióticas para garantir a vitória nas eleições que se aproximam. Essa é a luta de classes que se desenvolve no Brasil. Os rentistas do capital financeiro não querem perder o ambiente frutífero para a ampliação de seus lucros exorbitantes e enxergam em Geraldo Alckmin (PSDB) seu grande representante nessa corrida presidencial. Lembrando que aqui no Rio, Alckmin é apoiado por Eduardo Paes (DEM) e Rodrigo Maia (DEM).

 

Somente a marcha unificada do nosso campo poderá enfrentar com altivez e força a nova empreitada das classes dominantes rentistas que pretendem colocar nossa nação de joelhos perante aos interesses do capital internacional, ampliar a exploração da classe trabalhadora, e aprofundar a realidade de imensa desigualdade social que vivemos em nosso país. É justamente nesse sentido rumo à unidade que as pré-candidaturas de Leonardo Giordano e Manuela D’Ávila seguem caminhando.

 

Lula Livre!

 

Por um Brasil e um Rio desenvolvidos, democráticos e de paz!

 

João Batista Lemos

Presidente Estadual do PCdoB-RJ

Última modificação em Segunda, 30 Julho 2018 18:34
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