À MODA VINÍCIUS
Procuro uma namorada
que me goste e que me queira por bem,
tão bem que não queira a mais ninguém
além de mim e só para mim
porque sou agora um carente e um tanto quanto piedante.
A moça pode, ou melhor, deve ser bela,
pois como disse o poeta “beleza é fundamental”.
Deve ter as costas largas e eretas
talvez para suportar o ombro amigo,
sorriso contido e olhar penetrante,
e uma barriguinha que até faça jus ao choppinho,
afinal, ninguém é perfeito.
Pode então ela ter um tanto de dengo,
chamego ou “coisa de mulher”.
Mas que não se esqueça que o mimado sou eu,
ou todo homem, que foi ou é,
criado por mãe, avó, tia, enfim outra mulher.
Minha namoradinha carece
de ter paciência para com o amado,
pois muito mais que enamorado,
consagro também, fiel companheiro.
Que não se zanguem nem se aborreça,
que saiba relevar , por ventura, o que apareça,
pois a vida é uma paixão desmedida
medida somente em grande beleza.
Dialética
Faço
não faço
faço
não faço
fácil
não fácil
difícil.
Lembrete
“Aos desinformados,
um aviso:
a fôrma deforma a forma!”
* Fellipe Redó é estudante de História na UFRJ, coordenador do CUCA-Rio, da direção estadual da UJS e da direção municipal do PCdoB/Rio. É amante da música e sambista, começou a escrever poesias ainda criança, “quando as pessoas ainda não tolhidas na sua liberdade”.
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