07/12/2011  

SUS
Jandira defende inovação tecnológica para garantir acesso universal em insumos de saúde

Cerca de quatro mil pessoas, entre delegados e convidados do maior evento de saúde do Brasil, realizado a cada quatro anos, se reuniram com o objetivo de debater e aprimorar as políticas públicas voltadas para o Sistema Único de Saúde.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, também destacou a importância da realização das conferências estaduais e municipais como ferramenta de fortalecimento do SUS.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que foi painelista do debate temático sobre o financiamento público para o desenvolvimento da saúde no Brasil, destacou o papel do complexo produtivo e de inovação em saúde. “Estamos atravessando uma crise mundial gravíssima. Se o Brasil tiver uma visão estratégica e adotarmos uma postura mais desenvolvimentista, somos capazes de fazer uma revolução por meio de modelos e políticas próprias para o setor”, defende.

A parlamentar disse que para o Brasil gerar inovação e ampliar sua base produtiva é necessário o aumento nos recursos para área. Para isso, ela propõe a instauração de tributações progressivas direcionadas em grande parte para a saúde.

Fortalecimento do SUS

Os painelistas salientaram a importância do aumento de recursos para o setor com o intuito de melhorar o acesso e a qualidade do SUS e para fortalecer o complexo produtivo e de inovação em saúde. A relevância de políticas de ciência e tecnologia focadas nas necessidades sociais de saúde foi outro aspecto trazido pelos debatedores.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, lembrou que as políticas de inovação são fundamentais para ampliar o acesso à saúde. “Não conseguiremos a universalidade, a equidade e a integralidade no SUS se não colocarmos em pauta a dimensão econômica e de inovação em saúde”, disse. Para ele, essas dimensões devem ser atreladas às necessidades da saúde pública.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Áquilas Mendes sugeriu mudanças no marco regulatório. Como proposições ele apresentou diversas formas de taxação do capital financeiro e de grandes fortunas. “É fundamental que entremos com força na regulação do capital para conseguirmos mais recursos para o setor”, disse.

A professora da Universidade Federal do Ceará (UFCE), Raquel Rigotto salientou os efeitos dos agrotóxicos. “A sociedade inteira paga o custo da contaminação ambiental e humana causadas por essas substâncias”, disse. A professora lembrou ainda o papel do SUS para a defesa da saúde da população. “É dever da saúde proteger e vigiar o direito das pessoas que são expostas a agrotóxicos”, afirmou.

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